sexta-feira, 15 de abril de 2016

BICICLETA





Quem nela aprende a pedalar
Nunca mais esquece!

Não ganhei bicicleta no Natal
Quando ainda era criança.
Cresci com medo de tudo!

Também não dei uma à minha criança,
Que aprendeu a cair dos patins.

Hoje vejo o filho já adulto
Sem medo de a vida enfrentar
Com a sua primeira bicicleta
Pedalando de encontro à vida em construção.

Uma nova aventura a cada espaço conquistado.
Capacete, óculos escuros e muita coragem!

Altivez ao guiar o seu caminho
Liberdade no controle do guidão.

No passar do tempo
Vai se lembrar da companheira
De duas rodas
Da magrelinha, que um dia o conduziu.
Para lugares muitos.

Joyce Pianchão

quinta-feira, 14 de abril de 2016

O CAFÉ DE TODOS





Vou fazer um café.
Aceita um cafezinho?
Que cheirinho bom de café!
Acabei de fazer, aceita um cafezinho?

Vamos conversar num café?
Que tal começar com um cafezinho?
Que tal terminar com um cafezinho?
Depois do café conversamos...

Está na hora do café.
Só um café, por favor.
Um cafezinho não pode faltar!
Agora me deu uma vontade de tomar um café!

Vou tomar só um cafezinho e volto já.
Por favor, café para todos!
Sem o meu café não sou ninguém!

Café forte, fraco, água de batata.
Café da mamãe...

Café com açúcar, sem açúcar, com adoçante.
Café com chocolate
Café com leite
Café puro.

Café no copo, na xícara, na caneca.
Café que reanima, acorda, fortalece, dá coragem...
Café no coador de pano, no filtro de papel.
No bule, na garrafa térmica.

Café na mesa,
 Na cama, para quem ama café...

Joyce Pianchão


quarta-feira, 13 de abril de 2016

COMEMORANDO O DIA!



Beijos

Do pai
Da mãe não me lembro...
Beijinhos de cumprimento
Nem sempre sinceros
Outras vezes são.
Do primeiro namorado
Que descoberta maravilhosa!
Depois do primeiro outros vieram...
Beijo do filho
Sem descrição...
Beijo roubado
O chão se rompe...
Beijo de adeus
Eu não sabia que era o último
Teria caprichado mais!

Joyce Pianchão



terça-feira, 12 de abril de 2016

ESTOU TRISTE...



Não estou infeliz, nem maldizendo a vida. Não estou reclamando.
Só estou triste...
Acordei e olhei o céu azul e agradeci mais um dia, como faço todos os dias.
Fui fazer a minha caminhada matinal e agradeci mais esta oportunidade.
Mas continuei triste...
Encontrei gente, vida nas pessoas, nas árvores, no ar, no bom dia, na amiga.
Voltei para casa, tomei meu banho frio e agradeci a água que pelo meu corpo caia.
Assentei para almoçar e agradeci o alimento.
Mas quando fazia o almoço, não fiz como faço sempre, ligar o rádio e escutar as notícias.
Acho que quanto a isto, tudo certo, todos nós estamos saturados das últimas notícias, não é mesmo?
Música também não quis escutar.
E assim foi transcorrendo o dia e eu fui fazendo o que tinha que ser feito.
Será tristeza mesmo o que sinto?
Será resultado de alguns últimos acontecimentos que me levaram a alegria?
Ou será simplesmente um descanso, uma pausa da alegria, da euforia, da corrida, do saber, sei lá!
Será o calor excessivo desta terra que não dá refresco?
Agora no fim da noite, começo a planejar como será o dia de amanhã.
Melhorando?
Será o prenúncio de mudanças, de arrumação nas gavetas internas, aquelas onde mantemos tudo organizadinho, tudo no seu lugar?
Vontade de bagunçar tudo, tirar tudo da ordem, fazer uma faxina.
É isto mesmo!
Amanhã é outro dia. Dia de faxina!
Joyce Pianchão
 abril/2016