quarta-feira, 24 de julho de 2019

Eu em Diamantina


Mais perto de mim


Assim aconteceu num fim de semana no inverno de julho.



Eu me dei férias do cotidiano que vejo da janela do apartamento e fiquei mais perto do céu mais azul, do verde mais verde, da vida mais linda de viver.

Eu tirei meus pés do asfalto e fui passear nas ruas de pedras de Diamantina.


Fiquei mais próxima de pessoas até então desconhecidas e observei-as e fui observada.

Algumas passaram, outras chegaram mais perto, muitas ficaram conhecidas, poucas se tornaram promessas de futuras amizades. 


Gente de todas as idades, de muitas histórias.

Fiquei do lado de gente de todo jeito.

Todas me fizeram repensar que gente eu sou.


Comi com sabor, bebi com prazer, senti frio na pele e quentura na alma.

O passeio ficou registrado nas fotos e na minha mente para que eu possa voltar nele sempre que quiser.



Vi seresta na rua e sentei-me no banco da praça no domingo. Vi Sempre Viva fazendo primavera no centro da cidade, conversei com um morador do lugar, que me disse que na vida tudo é questão de costume, assim como subir e descer ladeira e caminhar sobre as pedras.



Avistei casas com portão baixo, janela aberta pra rua, mulheres e homens proseando na calçada, crianças brincando na rua.

Eu senti ar puro entrando nos meus pulmões e paisagens únicas que alegravam os meus olhos.


Na igreja, no museu, na história marcada no chafariz, nos muros da cidade me fizeram refletir sobre o que é a humanidade. 


O que é ser humano? O que fomos e continuamos a ser...



Gratidão, Diamantina! Você me provocou emoções, me fez rever sentimentos.


Joyce Pianchão

Julho de 2019

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Hoje é dia...

Hoje é dia de
Acordar e olhar para o céu
Verificar a agenda
Resolver algumas pendências.

Abrir a porta e sair 
Andar a pé
Sentir o sol
Cortar os cabelos.

Parar na lanchonete
Tomar café
Comer pão de queijo
Pegar ônibus cheio.

 Voltar para casa
Colocar pé no chão
Roupa larga no corpo
Fazer almoço.

Assistir o jornal
Tirar uma soneca
Lavar roupa
Fazer Pilates.

Tomar banho
Assistir novela
Comer bolo de maçã
Ligar para amiga.

Escrever
Ler o livro...

 
Hoje é dia de viver o prazer de ser, ter e poder fazer mais um dia.

Joyce Pianchão




terça-feira, 11 de junho de 2019

Dia de ...

Namorar
Gostar...
Cortejar...
Cativar...
Amar, encantar-se,
Tornar-se apaixonado.
Não é, porém, ser dono,
Se apossar de alguém.
Namorar
Preservar quem nos é afeto.
Cuidar de quem gostamos.
Dar asas a quem amamos
Observar o crescer daquele
Que bons sentimentos nos desperta.
Respeitar a diferença do outro, no pensar,
No querer e no agir.
Esperar pela reciprocidade
Mas se caso não for
Se eterno não for,
Ser enamorado...
Ser apaixonado e encantado
Mesmo que seja só um assistir
Mesmo que se torne
Uma despedida
Um até nunca mais!
Fica assim mesmo
A certeza que existiu...

Joyce Pianchão

quarta-feira, 29 de maio de 2019

Assim é...


 


Raridades...

Bom dia falado
Olho no olho
Trato feito com aperto de mão
Amizade sincera
Amor eterno...

Com licença
Por favor
Gente feliz no trabalho
Gentileza no transporte coletivo
Gente sem fone no ouvido
Livro na mão...

Criança brincando na rua
Policial protegendo.
Leis cumpridas.
Direitos preservados...

Encontro na sorveteria,
 Na porta do cinema,
No parque
Na banca de jornal
Num café...

Namorados de mãos dadas
Gente sem medo
Conversa no portão
Abraço apertado
Notícia boa no jornal...

Gente honesta
Sem pressa
Lixo na lixeira
Respeito...

Joyce Pianchão

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Chove

Chove

Chove no telhado, nas plantas, no chão.
Chove em mim...

Eu escuto o silêncio que a chuva faz lá fora.
Silêncio também em mim...

Os telhados, as plantas e meus pensamentos se banham na água que escorre.

No compasso da chuva surge o verde mais vivo.
O cheiro de terra molhada invade minhas recordações.

O asfalto seco e duro mata a sua sede.
O rio se agita com a água que chega
 Muita gente também se agita.

Para alguns basta fechar as janelas, para outros a chuva se faz temor. 

Eu recebo a chuva com calma, com tanta calma que ela se entristece em mim.
Não vejo o sol, sinto o escuro.

Sou feliz!
Vejo a chuva pela janela.
Queria a chuva assim, não só para mim...

Joyce Pianchão


quarta-feira, 1 de maio de 2019

Encontro de gente



Encontro de gente

Tomamos um café
A gente se olhava
Falava
Escutava
Observava.

Os olhos falavam
A boca sorria
Mãos gesticulavam
Ouvidos atentos
Palavras cuidadosas.

Mais café nós pedimos.
Passaram as horas
As outras pessoas iam e chegavam
E o café exalando vida
Inaugurando um novo tempo
Tempo leve.

E então aconteceu...
Troca de favores: Eu lhe escuto, você me escuta.
Pagamento: Eu pago o café.
Dívida: Estou lhe devendo um café.
Falha técnica: Que pena! Não nos lembramos de fazer uma selfie.
Promessa: Eu marco o próximo café.
Efeito colateral do café: Eu quero! Eu também! Eu vou!
Final feliz: Mais encontros, mais gente com gente.

Qual foi a última vez que você viveu uma situação desta?
Pois é... Se você não se lembra de quando foi ou se isto nunca aconteceu com você, não sabe que momento precioso está deixando de vivenciar.
Quantas coisas poderiam ser resolvidas mais facilmente ou mesmo amenizadas num bate-papo acompanhado de um cafezinho? Quantas mudanças podem surgir neste momento?
Outras vezes, muitas vezes, um momento deste vale mais do que até mesmo do que um problema resolvido. Porque na verdade a maioria das nossas carências afetivas se resolve na companhia de café amigo e isto basta para prosseguir.
Vamos então fazer renascer esta simpática prática de convidar um amigo para um cafezinho?

Joyce Pianchão