sábado, 27 de outubro de 2018

SAUDADES MINHAS



 Eu tenho saudade...
De tudo aquilo que eu não fui, de tudo o que eu não disse, não senti.
Saudade eu tenho de tudo aquilo que eu não fiz.

Quero ter saudade...
Da pessoa que sou hoje, de onde eu estou, com quem eu estou.
Saudade eu quero de tudo o que eu faço.

Quero deixar saudade...
Nos olhos que me viram, nos braços que me acolheram,
Na boca que me disse, nos ouvidos que me escutaram,
Saudade eu quero deixar no ar onde fui perfume.

Saudade não é palavra triste, é bagagem de quem vive.

Joyce Pianchão

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

EM PROCESSO DE AUTOCURA...


Acordo, abro as janelas, olho para o céu e agradeço a oportunidade de um novo dia. Faço café com canela e água saborizada com limão e gengibre.
Faço meditação de quinze minutos. Não posto nada nas redes sociais (somente nas minhas páginas), apenas uma "olhadinha" e leio as manchetes do jornal pela internet: tudo igual...
Pronta estou para cumprir o dia: almoço, encontro com grupo e outras coisinhas domésticas rotineiras.
Amanhã tenho Pilates.
Tentando ficar bem, quando eu acho que não pertenço mais a este mundo, mas cá estou...

Joyce Pianchão

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

EU PARTICIPO


Eu sou uma das integrantes do Grupo Maturidade Sem Fronteiras e sendo assim, sou uma das autoras do Sem Fronteiras, lançado neste mês. 


Boas ações devem ser compartilhadas, para que ideias de continuidade e de motivação para outras pessoas se espalhem por aí.


Quer conhecer mais sobre os participantes deste livro?
Quer ler os textos desta turma pra lá de animada?
Então curta a página no Facebook:

 Interação - Literatura e Memória


domingo, 23 de setembro de 2018

EU COM 63




Eu até pensei em nada escrever nesta data, mas não tem jeito de passar despercebido. Se for sentido, a ordem é externar (a regra não se aplica a todos os casos).
Chego bem aos sessenta e três.  Estou viva, com boa saúde, sou independente para me resolver. Eu ando, falo, penso e reflito sobre todas as coisas que acontecem no meu mundo.
Eu estou no ano de 2018, este é o meu tempo. Faço parte de tudo o que acontece nele. Acompanho as notícias, os progressos, os retrocessos... Discuto atualidades, leio, faço parte de grupo de conversa, cuido da minha alimentação, pratico atividade física, leio, escrevo.
Tudo isto para dizer que sou uma pessoa atual, não vivo de recordação, sou presente.
Questiono a vida. Interpelo o tempo e brigo pelo meu lugar. Sou uma eterna insatisfeita, não me acomodo com nada, sou procura...
Com a maturidade aprendi o valor do silêncio quando há muito barulho. Ela me aquieta quando provoco os meus conflitos.
Aprendi também a processar o que eu escuto, o que eu sinto, a driblar a impulsividade. Deixar a resposta para depois, quando assim posso evitar discórdias. As decisões são bem pensadas antes de executadas. Claro, que nem sempre as coisas acontecem exatamente assim, mas eu tento.
Quase sempre, faço o que quero. Hoje sei dizer “não” mais vezes. Se for para agradar, que seja a mim primeiro.
O tempo não traz somente perdas, traz também o aprendizado, para que, quando vida ainda houver, seja acompanhada de bem estar pessoal.
Pronta eu estou para o 63, pelo menos, no que depender de mim...

Joyce Pianchão


domingo, 9 de setembro de 2018

Cinema no domingo



Resultado de imagem para café com canela filme 
No domingo à tarde, no Cine Belas Artes, em BH, eu assisti ao filme Café com canela.
Ótimo!
Cheguei em casa e o que foi que eu fiz?
Café com canela, é claro! Acompanhado de um bolo de fubá com laranja, que eu mesma fiz.
Preciso dizer mais do meu domingo?

Acabei de ler




 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
"Acho melhor não" lhe contar.  É preciso pegar, abrir (aliás, a aventura começa aí) e ler. Fiz assim e foi uma experiência única.



domingo, 19 de agosto de 2018

SIMPLES DOMINGO

Domingo

Meu pai sempre ficava triste no domingo.
Domingo não é um dia fácil, ele se arrasta.
No domingo já começo a pensar na segunda, o relógio vai despertar às seis horas.
Na agenda repasso os compromissos da semana.
Domingo é o primeiro dia da semana. Difícil aceitar.
Para mim o primeiro dia da semana é o segundo. Domingo é pausa.
Acordo mais tarde, almoço mais tarde e o dia escorre lentamente.
Nas redes sociais "Bom domingo!"
Bom mesmo é a semana cheia de compromissos, é o sábado cheio de gente.
Domingo é cada um no seu canto. e aí é que mora o perigo...
Pensar na vida não é tarefa fácil.
O bom é começar ativando a gratidão.
Agradecer a vida, a saúde, o próprio canto, o alimento, quem está ao seu lado, as oportunidades que a vida nos dá e porque não agradecer o domingo?
Está bom assim, se ficar assim ótimo, se melhorar fica melhor ainda.
Um simples domingo é cheio de coisas boas, tão boas que silenciosamente estão ao nosso lado e nem percebemos.

Joyce Pianchão