sexta-feira, 13 de maio de 2016

EU BRASIL



Meu Brasil

Hoje...
Acordei Brasil, pensando Brasil.
Brasil mulher,
Brasil povo,
Brasil cultura,
Brasil educação,
Brasil de todas as cores,
Que a todos acolhe,
Que a todos respeita,
Nas diferenças e semelhanças.
Não se perca de mim, meu Brasil.
Não se vá de quem luta, sonha, idealiza,
 Que trabalha por você, com você e para todos.
Não se parta em vários, não se enfraqueça,
Não se entregue ao cansaço da batalha travada.
Não se desvie dos seus avanços, das suas conquistas, dos nossos direitos.
Oh, meu Brasil!
Seja você, o Brasil de todos nós.
De todos nós que lhe construímos para todos. 

Joyce Pianchão
 


sexta-feira, 6 de maio de 2016

QUEM É VOCÊ DE VERDADE?



Quem é você de verdade?

Dizem que é amor incondicional, que nada espera em troca.
 O que sei é que ama e espera.
Espera reconhecimento, retorno, carinhos em dobro.
Mas, verdade seja dita, se não há volta e nem companhia, guarda resignada o seu sentimento, que não diminui, cresce a cada dia mais.
Falam de você como se fosse um ser especial, acima de todas as coisas, de todas as pessoas, é santa?
De verdade, sabemos que é um ser comum, que ri, chora, afirma, mente, erra, acerta, se desespera, vive, sonha, planeja e querida quer ser.
O que então tem você, que por todos é sabido como um sentimento insubstituível?
Por que mesmo quando julgada pelas suas imperfeições, para sempre é lembrada?
É falada e repetida até à exaustão, que cansa e faz recuar a quem tenta com este sentir competir.
O que tem você, que com o passar do tempo e perto ainda está, querem lhe fazer perceber que é desnecessária, mas quando se despede para não mais voltar, aí um vazio para sempre fica?
A resposta simples e conhecida por todos os filhos e filhas então surge naturalmente:
Você é mãe.

Joyce Pianchão





terça-feira, 3 de maio de 2016

HOJE,DIA DO SOL

 Avenida dos Andradas. Rio Arrudas. Belo Horizonte. Minas Gerais
 Hoje, ao chegar à pista de caminhada, encantei-me com a beleza da paisagem. Tudo brilhava! Até o Arrudas com suas águas sujas, também brilhava. Tive que fotografar!
Lourdinha Oliveira
02demaio de 2016

Quando os olhos estão felizes tudo fica mais atraente. Amanhã estarei neste mesmo lugar. Que meus olhos vejam a beleza que os seus registraram.
Joyce PIanchão
03 de maiode2016

Numa manhã de outono, em Belo Horizonte, ao ouvir a sirene chamando os trabalhadores, eu me desperto e avisto o céu azul, claro e aceso pelo sol, que se espreguiçando estende os seus braços pelo chão onde passam os primeiros caminhantes, se pendura e brinca nos galhos das árvores, cai na grama e se espalha nos acenos matinais, nos olhares, nos abraços, nos planos, nos desejos e sonhos de mais um dia.
Hoje se comemora o Dia do Sol.
Todos os dias são seus, como são os dias das mães, dos pais da água, das crianças, da árvore, do amigo, dos namorados...
Comemorar é preciso, datas são importantes.
É importante parar, perceber, nem que seja um instante só, um dia só.
Porque nos esquecemos de celebrar o que ou quem temos todos os dias, porque nos acomodamos achando que assim vai ser sempre.
Tudo aquilo que traz vida é preciso comemorar todos os dias, mas como não temos o hábito de agradecer espontaneamente por tudo que nos é vital, uma data nos faz lembrar que somos vivos e felizes devido ao sol, às mães, aos pais, à água, às árvores, aos afetos.
Sendo assim, é o momento de comemorar o sol, que nos dá nova oportunidade de vida a cada amanhecer.

Joyce Pianchão
 

domingo, 1 de maio de 2016

A NOVA GERAÇÃO DE MULHERES COM MAIS DE 50



Hoje somos mulheres que se aposentam da profissão, mas não dá vida.
 Somos independentes, vaidosas e bem informadas. Muitas de nós moram sozinhas, outras que têm o companheiro em casa programam com ele viagens e deixam os filhos loucos, quando anunciam que já foram.
Atualmente quando aposentamos (da profissão) queremos mais tempo com amigos, namorar, ir aos eventos culturais, viajar e trabalhar!
 É isto mesmo! Trabalhar naquilo que não fizemos antes, aventurar no novo. Queremos também entrar no shopping e encontrar roupas feitas para nos atender. Não queremos ser jovens, já fomos. Não queremos acompanhar os mais novos nas roupas, nos esportes radicais. Queremos sermos nós mesmas, com a nossa idade, nossas limitações, nossa liberdade de ser, vestir, sentir, ir e vir. Estamos vivas e temos direito ao nosso espaço.
 O nosso tempo? É agora, o presente, o mundo atual.
Eu estou com sessenta anos, recentemente aposentada e meu filho me perguntou se eu quero que ele me ensine a andar de bicicleta. Ele já entendeu que estou de bem com a vida.
Mas tem muita gente por aí reclamando que não estão nos atendendo como merecemos, afinal, continuamos consumidoras.
 Será que pararam no tempo? Não estão dando conta de nos acompanhar?
Passeando pelo facebook ontem, na página “50 e mais”, a jornalista Denise Ribeiro, deixou registrado o seu (nosso) desabafo, no qual destaco:
"(...) Portanto, senhores anunciantes, acordem: estamos experimentando a revolução da longevidade. Essa nova geração de idosos tem muita vida pela frente e está apostando numa longevidade sustentável (...)".
Denise disserta sobre a necessidade de nos sentirmos inseridas no mercado de trabalho. Que não queremos somente ser vistas como idosas alegres, imitando o que os jovens fazem. Queremos mostrar que a nossa experiência de vida pode nos levar por novos caminhos a serviço da sociedade.
Não queremos somente lazer e saúde (Denise Ribeiro afirma que disto já estamos bem informadas e nos cuidando). Queremos participar ativamente, aprender coisas novas, passar adiante o que sabemos e o que podemos fazer por nós e pelos outros.
Ainda no facebook, no “Projeto 60 anos”, Cláudia Carrato responde aos seus seguidores na página. Abaixo um trecho do seu texto:
“De tempos em tempos venho aqui para esclarecer algumas reclamações que tenho na página. Tenho duas frequentes, a de que as mulheres que vestem as roupas aqui nem sempre são da nossa idade e que só posto moda para magras” (...).
Vejam só! Aqui também as mulheres reclamam que o que estão vendo por aí na moda, não correspondem às suas necessidades.
Então fica a dica: Estamos vivendo mais e melhor. Queremos diversão, trabalho e moda para nós.
Aguardamos gente moderna e atualizada para atender a nova geração de mulheres com mais de 50, muito disposta a viver a vida com tudo que ela lhes reserva.
Joyce Pianchão